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Escola municipal de São Paulo utiliza técnicas de futurismo para estudantes do fundamental 2

Com a aceleração das mudanças, a educação tem o desafio de preparar os jovens para os desafios e oportunidades de amanhã. Em São Paulo, uma escola municipal está fazendo exatamente isso, utilizando técnicas do futurismo no ensino de seus alunos.


A EMEF José Maria Lisboa, localizada na zona sul de São Paulo, lançou no ano passado um curso inovador de futurismo para alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. O objetivo? Desenvolver habilidades essenciais para o século XXI. O curso é uma iniciativa do educador Fernando Cavalli, que, através de seu blog, compartilha suas técnicas e descobertas com a comunidade educacional.





Integrando o Playbook Pensar Futuros

Dentre as diversas ferramentas e métodos explorados por Fernando, o Playbook Pensar Futuros destaca-se como um recurso fundamental. Utilizado no contraturno escolar, o playbook serve como base para projetos focados no desenvolvimento pessoal dos estudantes.


"Entender como pensar futuros para se engajar no hoje tem sido muito importante para o desenvolvimento pessoal dos meus alunos. Sempre busco novas ferramentas para enriquecer minha didática e o Playbook Pensar Futuros é uma forma de tornar palpável e concreto o futuro a ser aplicado no planejamento dos alunos", compartilha Fernando.





Primeiros Passos Rumo ao Futuro

O início do projeto de educação em futuros marcou uma jornada empolgante para os alunos, dedicada a ensinar a pensar futuros além de desenvolver soft skills. A primeira aula teve uma abordagem introspectiva, em que os estudantes foram convidados a participar de uma avaliação inicial, para compreender suas perspectivas e expectativas sobre o futuro. Com a ajuda de ferramentas elaboradas pelo professor e materiais complementares do futurista Peter Bishop, fundador do TTF, os alunos foram incentivados a refletir sobre suas visões de futuro.


Questões como "Quanto você costuma planejar o seu futuro?" e "Quanto pensar no futuro te deixa ansioso?" ajudaram a mapear o mentalidade atual dos jovens. Esta avaliação serviu como um ponto de referência, permitindo que ao final do projeto, fosse possível avaliar o progresso e as mudanças na mentalidade dos alunos em relação ao futuro.



Fernando criou uma nuvem de palavras sobre o perfil dos estudantes em relação ao que pensam do futuro.


Uma Imersão no Futuro

Em outra das aulas, os alunos embarcaram em uma jornada de reflexão e imaginação, guiados pelo professor Fernando Cavalli. A aula começou com uma discussão sobre os resultados de uma avaliação inicial, levando os alunos a refletirem sobre como visualizam e interpretam o futuro. As considerações baseiam-se no trabalho de Peter Bishop, que aborda temas como a indeterminação do futuro, as influências que moldam o porvir e a importância de considerar múltiplos cenários.


Utilizando um dos exercícios do Playbook Pensar Futuros, os estudantes foram encorajados a projetar suas visões para daqui a 20 anos. As respostas variaram de previsões tecnológicas, como carros voadores e hologramas, até reflexões mais profundas sobre a condição humana, como o fim da fome e a colonização de outros planetas. Um QUIZ revelou os perfis futuristas dos alunos, categorizando-os como observadores, navegadores, exploradores ou cartógrafos. A aula culminou em uma reflexão coletiva, onde os alunos reconheceram a importância da empatia, ouvindo os outros para enriquecer e ampliar sua própria visão de futuro.


Imaginando Possibilidades Futuras

Durante as aulas, alguns estudantes construíram histórias sobre o futuro, a partir de um cenário que foi apresentado a eles:


1 - "Em 2030 surgiu o amigo robô e todos os bebês receberam um para ser seu companheiro à medida que cresciam. Em 2040 um bebê estava brincando com seus outros amigos quando um apagão aconteceu na cidade. Os bebês começaram a chorar e as mães e pais entraram em pânico. Os pais começaram a tocar sinos e todos os celulares disparam alertas de perigo. Todos na cidade desmaiaram e quando acordaram não encontraram os seus bebês e robôs. Até hoje a lenda diz que o governo tem algo envolvido nisso." - Estudante da EMEF José Maria Lisboa


2 - "Em 2030 surgiu o amigo robô e todos os bebês receberam um para serem seus companheiros à medida que cresciam e isso virou uma tradição. Em 2040 um bebê estava brincando com seu amigo robô no parque com seus outros amigos, e de repente o seu robô deu um bug e ficou assustando os bebês e em seguido explodiu." - Estudante da EMEF José Maria Lisboa


3 - " O ano é 2070 e vários hackers invadiram o sistema do governo por sede de vingança. Revelaram vários esquemas de políticos que desviaram dinheiro e fizeram lavagem de dinheiro. Por conta disso, tivemos que evacuar para Marte, sim, Marte. Com máquinas cavaram o solo e colocaram equipamentos para produção de oxigênio, mas o oxigênio é limitado. Estou aqui há 1 mês e o meu oxigênio está acabando, porém trouxeram mais para mim. Os hackers fizeram isso porque o governo estava matando todas as minorias. - Estudante da EMEF José Maria Lisboa


Durante as atividades do Teach the Future é comum observarmos a carga distópica das visões de futuros que compõem grande parte do imaginário dos jovens. Por isso, nossa proposta é buscar reencantar esse imaginário a partir do fortalecimento dos sonhos que através de processos e ferramentas se traduzem em projetos visionários, como os que vemos no prêmio Young Voices Awards.


Inspiração para inovar na educação

A iniciativa da EMEF José Maria Lisboa, liderada por Fernando Cavalli, é uma prova viva de que, com as ferramentas e métodos certos, é possível preparar os jovens para um futuro incerto, mas cheio de possibilidades. Ao trazer o futuro para o ambiente escolar, a escola não só enriquece a capacitação de seus alunos, mas também serve como inspiração para instituições em todo o país.

No blog de Fernando Cavalli, é possível encontrar mais exemplos práticos das aulas que abordam desde a alfabetização em futuros até a exploração de soft skills.


Conheça também o caso da Estilo de Aprender, e do Colégio Marly Cury. E, se você deseja saber mais sobre como levar o futuro para sala de aula, entre em contato com a gente.


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