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Entrevista - O desafio de preparar jovens para o mercado de trabalho no mundo em transição

Atualizado: 23 de fev. de 2022

Entrevista com Ludymila Pimenta por Carlos Teixeira



Lud Pimenta

O desafio de preparar jovens para o mercado de trabalho no mundo em transição


Psicóloga, Mestre em Aprendizagem, Processos Psicossociais e Mudança nas Organizações pela UnB em Psicologia Social e do Trabalho (PSTO - UnB), Ludymila Pimenta dedica energias pessoais e profissionais à formação de jovens para o mercado de trabalho. Para alcançar os objetivos, combina o aprendizado do comportamento humano com a especialização em Pesquisa e Design de Experiência do Usuário - User Experience Research and Design - pela University of Michigan (EUA) e em Futures Thinking pelo Institute for the Future (IFTF).


Na entrevista abaixo, Lud Pimenta, relata a trajetória de aprendizado e de aplicação de conhecimentos. Confira como ela enfrenta o desafio de criar alternativas que contribuam para a melhoria dos processos de ensino, para que o futuro na educação forneça oportunidades para que crianças e jovens criem seus futuros desejáveis e não somente, se adaptem a mundos criados por outros.


Como você começou com o tema da educação e futurismo?


Eu estudo aspectos da psicologia na educação desde a graduação. Durante meu estágio, na licenciatura, fui para escolas públicas avaliar e estudar a Gestaltpedagogia. A proposta envolveu a aplicação do tema, pouco estudado na época, em atividades envolvendo jovens do 6º e 7º do Ensino Fundamental.


E ao longo da minha carreira como Psicóloga Organizacional, fiquei por nove anos atuando junto a uma ONG de Jovem Aprendizagem. A experiência rendeu alguns frutos, como minha dissertação de mestrado, em que avaliei o impacto do treinamento do jovem em situação de vulnerabilidade social no programa de aprendizagem. Desde então tenho atuado em programas voltados para o futuro do trabalho e como reduzir a lacuna que existe entre a educação e o primeiro emprego.


E o tema dos estudos de futuros? Como foi o processo

O futurismo, entrou na minha vida há alguns anos. Eu e a Rosa Alegria criamos um treinamento voltado para treinar profissionais de Recursos Humanos usando ferramentas de futurismo. Desde então, fui me aprofundando no tema e estou muito feliz por unir Educação e Futurismo, agora atuando junto ao TTF.


Você fala de uma lacuna que existe da educação e o primeiro emprego. Qual sua percepção sobre isso?

Para conhecer as questões que envolvem o jovem e a aprendizagem, fizemos uma pesquisa para compreender a jornada do jovem. Uma das lacunas dessa jornada é que poucos são absorvidos pela organização após finalizar o programa. Isso, levando em conta o perfil de vulnerabilidades, provoca ansiedade, evasão dos estudos, aumento da empregabilidade informal, da violência e mortalidade. Quando se trata de estagiários e profissionais que buscam sua primeira oportunidade de emprego, também percebemos que não há um vínculo direto ou que facilite, quando falamos de educação profissional.


Aprender não necessariamente prepara as pessoas para o mercado de trabalho. O futurismo contribui, deste modo, para ampliar nosso repertório criativo e de pensar futuros. Isso aumenta as oportunidades de apropriação das oportunidades. Mas sabemos que precisamos trilhar este caminho juntos para que a educação se vincule ao que as organizações esperam dos profissionais de hoje e do futuro. E fica o questionamento: a educação, está de fato entregando profissionais preparados na prática? Ou somente na teoria?


O que faz atualmente? Como o tema futuro se insere em seus projetos atuais?

Atualmente me dedico ao RHlab, um laboratório de futuro do trabalho e ao Teach the Future. Pelo RHlab lidero projetos ajudando organizações, líderes, equipes e profissionais de RH projetando e desenvolvendo ambientes organizacionais alinhados ao futuro do trabalho para causar impacto naquilo que realmente importa: pessoas engajadas, envolvidas, desenvolvidas e satisfeitas. Realizamos pesquisas de tendências de futuro e desenvolvemos metodologias para antecipar essas tendências, de forma prática, nos nossos projetos. Somos, enfim, um hub de conteúdos e treinamentos voltado ao pensamento sobre o profissional de amanhã. Temos um podcast chamado RHlab Talks e artigos no nosso site. Dentro do TTF, me fortaleço com os demais para provocar impacto por meio do futuro na educação.

Como pensa a questão da educação no futuro? Quais as suas expectativas?

Minha expectativa para a educação do futuro é que ela seja relacional, fluida e que contemple questões, perguntas e soluções para o dia de amanhã e não somente as de hoje. Minha expectativa é que o futuro na educação forneça oportunidades para que crianças e jovens criem seus futuros desejáveis e não somente, se adaptem a mundos criados por outros.



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